SPLIT SERIES

SPLIT SERIES

Bruno Miranda

Bruno Miranda

Eu sou o cara dentro desse corpo, com uma mão destra que gosta de ilustrar. Bruno Miranda, 24 anos, artista e ilustrador freelancer, nascido no caos de São Paulo. Minha piração é comer pizza e jogar video game.

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Breve Apresentação

Eu sou o cara dentro desse corpo, com uma mão destra que gosta de ilustrar. Bruno Miranda, 24 anos, artista e ilustrador freelancer, nascido no caos de São Paulo. Minha piração é comer pizza e jogar video game.

Vejo este projeto como um marco na sua carreira. Qual a necessidade de dividir as pessoas e objetos no meio? Qual seu intuito em mostrar o lado de dentro?

Sempre vi meus trabalhos autorais como uma espécie de exorcismo ou libertação. Uma projeção do que sinto dentro mim. Os primeiros trabalhos da série Split consistiam em auto retratos e percepções do que existia dentro de mim.

Com o tempo passei a fotografar o rosto de alguns amigos próximos, que futuramente serviriam como base para mais ilustrações da série. A intenção de inserir a face cortada dos meus amigos nas ilustrações é transmitir o que existe do lado de dentro deles também.

Mesmo que minha visão sobre a essência de cada pessoa fosse superficial, eu sentia vontade de expressar a minha relação com as pessoas a minha volta, ressaltando o que eu enxergava em cada uma. Depois passei a fazer isso com a música e outros elementos que permeavam meu dia-a-dia, ilustrando e “fatiando” ícones da cultura pop como o Daft Punk e Darth Vader.

De onde surgiu a ideia de realizá-lo? Quais foram as referências, ou foi alguma reflexão que teve sobre o assunto?

Se tratava de uma necessidade, uma reflexão introspectiva que precisou ser exteriorizada. Chegou um momento da minha vida que precisei me expressar de alguma forma. Eu nunca fui muito bom com a escrita ou instrumentos musicais, por este motivo, a forma mais próxima de expressão foi através do desenho. A série Split foi concebida no auge de um desses momentos de necessidade de expressão.

Hoje seu trbaalho utiliza cores mais ácidas. Onde ocorrou esta transição para essas cores? Acredita que isso ajudou a criar uma identidade mais forte?

Antes de definir meu trabalho como ele é hoje, pensei muito nisso. Cheguei a conclusão que queria me dedicar bastante no traço das artes e resolver as cores de maneira chapada ou com degrades simples. A evolução disso se deu com o tempo e muitos testes, até chegar em uma identidade reconhecível.

Este trabalho está sendo atualizado? Se sim, houve alguma mudança em estilo, traço ou cores, por exemplo?

Quando sobra um tempo eu tento realizar mais ilustrações para essa série. Acredito que ocorreu uma evolução natural. Com o tempo, fazendo mais e mais do meu trabalho, passei a ter facilidade. Com isso consegui me dedicar além do normal e investir em cada detalhe como se fosse único.

O mercado te procura pelos seus trabalhos autorais? Prefere ter um trabalho autoral ou ter um leque diverso com ilustrações em diferentes estilos?

Na minha vida como profissional freelancer, eu comecei realizando trabalhos de design, como o desenvolvimento de logos e identidades visuais. Percebi que este trabalho não satisfazia meus anseios, que estavam voltados para o desenho.

Então passei a pegar trabalhos freelancers de ilustração em geral, porém eu tinha que forçar a realização de estilos que muitas vezes geravam um desgaste muito grande. Depois disso, eu parei de pegar trabalhos freelancers e passei a me dedicar ao meu trabalho autoral, satisfazendo meus anseios pessoais com a esperança de que futuramente clientes me procurassem pelo meu traço autoral.

Durante um ano eu fiz somente trabalhos autorais para no ano seguinte ganhar certa visibilidade. Tive alguns trabalhos publicados em revistas e blogs. O retorno financeiro se tornou evidente de 2 anos pra cá, que foi onde percebi que era possível viver como ilustrador.

Artigo publicado por André Suzuki em 2015.

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